Na manhã desta segunda, 07/04, um grupo de ambientalistas
com bandeiras do MST fez uma caminhada de protesto contra a mineração de urânio
no município de Santa Quitéria. De acordo com as palavras de um dos
articuladores do movimento, é preocupante a situação das populações dos
municípios de Caetité (46.192 habitantes) e Lagoa Real (13.795 habitantes),
localizados a mais de 750 km de Salvador, capital da Bahia, que vivem sob a
influência do único complexo mínero-industrial de extração e beneficiamento de
urânio em atividade no país. Até hoje não sabem a real proporção e as
conseqüências do transbordamento de líquido radioativo de uma bacia de
decantação de urânio que, encharcou o solo na Unidade de Concentrado de Urânio
(URA/Caetité), operada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
A ocorrência
eleva para mais de 10 os acidentes, incidentes (ou “eventos nucleares usuais”,
como prefere a INB), registrados em pouco mais de oito anos de funcionamento,
aumentando as dúvidas sobre a competência científica e técnica da empresa para
lidar com atividades de grande complexidade – extração, beneficiamento e
transporte de material atômico – e alto risco para o homem e o meio ambiente.
A caminhada de protesto contra a possível exploração da mina
de urânio no município de Santa Quitéria se entendeu por diversas ruas do
centro e contou com o apoio dos agentes do Demutran,que organizaram o
transito,dando mais segurança aos ambientalistas.
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